quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Investimento e educação escassos amarram Brasil, diz economista

José Alexandre Scheinkman, professor das universidades Columbia e Princeton, em seminário em SP

#COMENTÁRIO

Muitas linhas de pensamento econômico defendem essa idéia de melhoria real na educação do povo, conseqüentemente há a necessidade de investimentos no parque industrial do Brasil. Como o próprio economista fala em sua entrevista, esse nivelamento por baixo em que se encontra a educação brasileira é latente. É muito Fácil constatar isso conversando com formandos em quaisquer níveis de estudo. Se comparados aos formandos em épocas atrás é discrepante a demonstração dos conhecimentos adquiridos durante seu período letivo. Isso se vê do nível básico aos graduados nas universidades brasileiras.
Quanto aos investimentos na indústria, vamos de encontro aos custos de produção que são altamente onerados por impostos governamentais. A tributação muito alta no Brasil, inviabiliza a produtividade face a oferta dos bens produzidos chegarem muito caros ao consumidor final.
Conseqüentemente, tendo um preço na venda muito alto, não se consegue mandá-los ao exterior, por que não têm preços competitivos e no mercado interno se torna inviável sua venda em razão do poder aquisitivo do povo brasileiro estar nivelado por baixo.

#Disse

Carlos Leonardo



#CONVITE

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MARIANA CARNEIRO - DE SÃO PAULO - 14/08/2014  

O Brasil está se distanciando dos países de mais elevada eficiência na capacidade de produzir nas últimas três décadas. Isso está limitando o crescimento da economia e os avanços da qualidade de vida dos brasileiros.
Entre 1983 e 2013, a produtividade do trabalhador brasileiro recuou em relação à do americano.
Há 30 anos, cada trabalhador brasileiro produzia cerca de 25% do que um americano. Em 2013, caiu para 20%.
Na China, Índia, Taiwan e Coreia do Sul por exemplo, ocorreu o oposto. Eles melhoraram sua eficiência. Na China essa relação subiu de 5% para 20% neste período. Os dados foram apresentados pelo economista José Alexandre Scheinkman, professor das universidades americanas Columbia e Princeton. Ele participou de evento organizado pela revista "Exame", em São Paulo. O economista alertou ainda que a produtividade total da economia (que inclui o uso do capital, além do trabalho) também recuou no Brasil nos últimos 20 anos. Nos demais países citados, ela aumentou.
A conclusão do economista é que o Brasil não está conseguindo absorver as evoluções técnicas globais.
Segundo ele, a pouca educação dos trabalhadores explica parte dessa perda de eficiência. Mas o investimento também caiu muito.

'DESCULPA ABSURDA'
Scheinkman criticou o que chamou de "discurso da desculpa", adotado no Brasil de que o país é muito complexo e, por isso, não pode crescer mais do que os mais eficientes, como EUA. "Esse discurso da desculpa é um absurdo", afirma. O Brasil, disse ele, tem que crescer para melhorar a qualidade de vida da população. Para ele, não existe discrepância entre buscar o crescimento do PIB e a melhora dos indicadores sociais. "Não há nenhum choque entre crescer e crescer melhor", afirmou ele. "Um exemplo é o Bolsa Família, trouxe melhoria da qualidade de vida sem um custo alto. Pesquisas mostram que países com uma melhor distribuição de renda tendem a crescer mais. Não há concorrência entre as duas coisas." Para ele, muitas das famílias que recebem hoje o benefício poderiam se beneficiar "muito mais" de um crescimento maior. Scheinkman enumerou algumas medidas para elevar a eficiência, entre as quais melhorar as regras e o ambiente de negócios. Porém, na sua avaliação, é relevante uma reforma tributária.
"A reforma tributária tinha que estar no topo da agenda dos candidatos", afirmou. "Quanto mais se aprende sobre o tema, mais se reconhece que é uma confusão total." Durante os próximos quatro anos, o Brasil deve crescer abaixo da média da última década, com inflação superior à meta de 4,5% e juros acima de 10%. O próximo presidente terminará o período de governo, no entanto, com números melhores do que os verificados em 2014. Essas previsões fazem parte da pesquisa semanal Focus, do BC, que reúne as projeções para a economia de cerca de cem analistas de instituições públicas e privadas.

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